Sente-se no ar a névoa de um dia bem passado. Um sol envergonhado prega-nos partidas escondendo-se, de quando em quando, atrás das nuvens que enquadram o céu que sobrevoo-a esta praia. O mar vai-se desdobrando à nossa frente como a toalha de linho branco que a minha mãe desenterrava nos dias de festa. Uma toalha linda, brilhante, suave, tal e qual como esta água que salpica este nosso momento. Mágico. A areia descansa. Gasta. Cansada de suportar pés, mãos e tudo mais que país de família levam e trazem em bagageiras poeirentas e submissas. A areia. O mar. O céu. O vento. Tu, eu, e este dia que não quero que acabe mais. Encosta-te a mim e vamos completar os livros que deixámos por acabar.
Diogo Lopes

Sem comentários:
Enviar um comentário