quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Verde.




Montes e planícies correm ao meu lado  para tentarem fugir do dia que acaba. Não querem o escuro húmido da noite que vem. Não querem que dias passem. Eles já são tão pequenos... 

Mas o céu azul e laranja e amarelo e maravilhoso não lhes liga. Descobriu uma poça onde se tem deliciado a ver o reflexo das suas nuvens. Prolongam-se até serem só ar. A ver o reflexo do eterno que se esconde de todos menos a esta hora... Esta hora em que a noite acorda, rabugenta, e preenche o lugar que o Sol e os seus filhotes ocuparam de manha. É uma hora especial. É uma hora que nunca devia passar.

Diogo Lopes

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