Montes e planícies correm ao meu lado para tentarem
fugir do dia que acaba. Não querem o escuro húmido da noite que vem. Não querem
que dias passem. Eles já são tão pequenos...
Mas o céu azul e laranja e amarelo e maravilhoso não lhes
liga. Descobriu uma poça onde se tem deliciado a ver o reflexo das suas nuvens.
Prolongam-se até serem só ar. A ver o reflexo do eterno que se esconde de todos menos a esta
hora... Esta hora em que a noite acorda, rabugenta, e preenche o lugar que o
Sol e os seus filhotes ocuparam de manha. É uma hora especial. É uma hora que
nunca devia passar.
Diogo Lopes

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